Que me perdoem os torcedores de outros times, mas tive que postar algo sobre o Grêmio aqui, no blog.
Eu não manjo nada, absolutamente NADA de futebol, mas tenho uma paixão pelo time gaúcho que me faz muito feliz e eu explico o porque.
Meu pai, Luiz Paulo de Rezende Souto, morreu quando eu tinha 7 anos e ainda assim, não morava conosco. Eu cresci com a incógnita de saber quem ele foi, o que pensava, o que achava de mim. Isso foi, sem exageros, uma tortura.
A única recordação que eu tenho dele é uma cena inusitada: nós em Porto Alegre, ouvindo “A Promessa”, dos Engenheiros do Hawaii, na casa de minha avó Ceci. E ele bebia algo em uma canequinha de alumínio com o emblema do Grêmio.
Essa canequinha veio comigo para o estado de São Paulo. Hoje em dia, não sei onde ela está, mas me lembro perfeitamente dela.
Agora eu dou um pulo para o ano de 2009, quando minha amiga Queki, do videolog, me manda um link de uma canção feita em homenagem ao Grêmio. Os autores Alisson Jazer e Felipe Sandrin falavam da luta do time na Libertadores, mas eu, ao ouvir, tive a exata sensação de reviver a cena da canequinha. Foi o suficiente para eu chorar muito e finalmente, após quase 20 anos, perdoar meu pai por não ter vivido comigo.
Um trecho da música diz: “Tu não estás sozinho nessa luta, meu bravo caudilho”. Senti a força da vida me dizendo que, independente dele estar comigo ou não, tenho forças pra continuar.
Lembrei disso ao ver hoje, no site da Rbs TV, a matéria da despedida do goleiro Danrlei, do Grêmio. Ele, que está deixando o time, conta a história de sua chegada e em certo momento, fala sobre a morte da mãe. Eu me identifiquei e me emocionei demais. Gosto de manter viva a memória de quem partiu e manter vivos os seus exemplos e palavras. Danrlei também é assim e só por isso, já posso repetir: Sou gremista com amor, por isso.
Aqui, o vídeo da despedida dele (inclusive com a canção Amor Gremista, do Jazer e do Sandrin)












Como representante dos Souto, ainda que tida como ilegítima, devo confessar que essa história me emociona muito. Já a conhecia de nossas conversas e acho que merecia ser compartilhada aqui. Eu também não entendo picas de futebol, mas foi praticamente impossível não ser preenchida pela paixão listrada de azul, branco e preto, tendo morado por 2 anos em Porto Alegre. Esse papo me deu saudades de tia Chinita Souto. Vamos tomar um café com ela?
Grande Jaum!
As palavras sinceras e puras de sempre. A amizade que jamais terá fim. Quando recebi teu scrap, naquele dia, me emocionei muito com tuas palavras. E hoje, lendo aqui, assim como sábado assistindo à matéria me emocionei novamente. O Grêmio é algo sem explicação e junto dele seus torcedores, amigos/irmãos que chegam tão espontaneamente em nossas vidas e ficam para sempre. Tu é um desses. És um irmão, de sangue azul e de coração.
Grande abraço, querido!
Nós te amamos, de brother para brother!
É uma honra muito grande lhe ter como amigo Jaun… Obrigado pelo carinho, e saibas que semrpe poderá contar comigo.
Um grande abraço.
Felipe Sandrin
Que lindo Jaum! Adorei! Isso mesmo, passa essa herança linda que teu pai te deixou adiante! Te adoro! Beijos, sucesso sempre pra ti!
oi ferA , tanto tempo sem posta aki ne,,, querendo ou nao o futebol e cultura , como basebol em outros lugares, temos que fazer huz , mas sem apelação, de leve assim, abraços
Opa, com certeza futebol é cultura! E pra nós brasileiros, mais ainda! O importante é dosar tudo e usar de forma que nos traga alegrias.
Abraços!