Opa, esse vai ser um post rápido porque tenho um casamento pra ir e tá na hora, mas não podia deixar de passar por aqui para comentar o episódio final de uma série que é bem antiguinha, mas como não tive a oportunidade de ver na tv a cabo, vi pelo Sbt (o que foi uma tortura, devido às idas e vindas da série no canal): OZ.

Oz é uma série que fala do dia-dia de uma penitenciária de segurança máxima. Segurança para quem tá do lado de fora, claro, porque lá dentro acontece de tudo. Estupros, mortes, tráfico e até paixões. Um detento se apaixonando pelo outro, matando por amor, morrendo por amor, fazendo planos para garantir o relacionamento.

E finalmente, o episódio final da série foi exibido na tv aberta, encerrando assim uma das melhores séries que eu já vi. Gostaria de falar MUITO de OZ, já que ao meu ver o lado forte e cruel da série não está no sangue, nas lutas, no palavreado pesado, mas sim na forma como os sentimentos são expostos. É uma série de primeira. Nada ali é gratuito: nudez, violência, etc. E olha que isso é o que mais tem em OZ, como você pode ver na abertura da série:

E sabe o que é mais surpreendente na série? A frase final, dita pelo narrador-detento-morto Augustus:

Então, o que nós aprendemos?

Qual foi a lição de hoje, depois de incessantes dias e noites em OZ?

Que a moralidade é efêmera? Que a virtude não pode existir sem violência?

Que ser honesto é um defeito? Que dar e receber amor tanto nos rebaixa quanto nos eleva?

Que Deus, Alá ou Jeová sabem responder perguntas que nós nem ousamos fazer?

A história é simples. Um homem vive na cadeia e ele morre. Como ele morre, é fácil saber.

Quem era ele e por que ele morreu é a parte complicada… a parte humana… é a única parte que vale a pena entender…

Paz!

E sabem o que mais? OZ é o tipo de série que nos faz rever nossos interesses, sonhos e desejos. E a forma como lutamos por eles, muitas vezes fazendo jogos e artimanhas. E OZ mostra que de certa forma, tanto eu quanto você temos em algum momento, uma prisão interna onde a segurança não é máxima!